Maturidade Política e respeito à História

Ao oficializar, enfim, o rompimento com aquele que o apunhalou pelas costas com uma carta tão frágil quanto um poema escrito em um guardanapo, o senador Weverton demonstrou as características que transformam os grandes em gigantes.

Somente um pedetista com quase duas décadas de militância poderia ter absorvido tão bem qualidades que perfizeram as biografias de Leonel Brizola, Jackson Lago, Neiva Moreira e tantos outros. Não negando suas origens, o pré-candidato ao Governo teve e manteve a coragem necessária para cortar vínculos com quem optou, como disse o próprio Weverton, em percorrer um caminho que não é o nosso.

Quando ele diz “nosso”, podemos sentir referenciados aí não somente o grupo político que gira em sua órbita, mas se inclui parcela significativa do povo maranhense, que viu sua dignidade, saúde, empregos e segurança vilipendiados ao longo dos últimos sete anos em meio.

Muito de bom foi feito – inclusive, em muito disso, existe a marca de oriundos das fileiras pedetistas – mas isso não é o suficiente, tampouco deve cegar os olhos atentos para as trevas que ainda nos rodeiam. Nas ruas e nas redes, forma-se uma bandeira que tremula por mudança. Weverton, ao fechar o ciclo com Flávio Dino, reforça sua posição como a face desta flâmula.

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