“Enganométrica” e a estatística falecida

Quem pensa que uma pesquisa apontar 11 pontos de vantagem ao governador-tampão Carlos Brandão enquanto todas as outras cravam uma disputa ponto a ponto, com o postulante à reeleição em segundo lugar, é o mais fantasmagórico onde a Econométrica pode chegar, certamente esqueceu-se da professora Celene Raposo de Aquino.

Nas eleições de 2018, sua assinatura foi utilizada como responsável por um dos levantamentos eleitorais realizados à época. Acontece que, no caso da pesquisa em tela, seria impossível até que ela acompanhasse o levantamento.

A pesquisa foi iniciada no dia 21 de agosto e registrada no dia 26 de agosto daquele ano, mas quem deveria assiná-la como responsável técnico já havia falecido pelo menos 19 dias antes de a coleta de dados ser iniciada.

A professora Celene tinha 81 anos e, já debilitada, lutava há meses pela vida em uma UTI de hospital. A pesquisa foi festejada pelos comunistas que, até hoje, ocupam o Palácio dos Leões. 

Nascida em Carolina, em 14 de novembro de 1937, a pedagoga, poetista e contista Celene Raposo de Aquino foi marcante na literatura de São Bento. Seus contos, Mascarada carnaval e o Homem que virava porcos, assim como o livro de memória “Buritirana”, fazem referências ao município da Baixada Maranhense.

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