Greve de ônibus entra no segundo dia em São Luís; Braide fala em revisão do contrato

Continua nesta quarta-feira (26) a paralisação do transporte coletivo urbano de São Luís e semiurbano da Grande Ilha. A categoria dos rodoviários (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transportes (SET) não chegaram a um acordo para o pagamento de salários dos trabalhadores.

Uma reunião estava prevista entre as partes, porém não ocorreu e os ônibus dos dois sistemas continuam nas garagens por mais um dia. Ontem, a MOB afirmou que pagaria os valores devidos reivindicados pelos empresários para que fossem repassados aos trabalhadores e o serviço metropolitano fosse normalizado.

Já a Prefeitura de São Luís reforçou, por meio da SMTT, que não repassará nenhum valor às empresas sem a implementação de melhorias no sistema urbano, como o funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado, renovação da frota e manutenção adequada para atender aos usuários.

O prefeito Eduardo Braide se pronunciou no final da manhã de hoje. Em coletiva, ele anunciou o envio de um projeto de lei à Câmara de Vereadores de São Luís para revisar o contrato de concessão do serviço de transporte público de São Luís.

Braide afirmou que se não se revisasse o contrato e anunciasse uma nova licitação, ela seria feita com base no atual contrato – um contrato ruim, nas palavras do prefeito. A discussão sobre a redação desse projeto de lei será feita ainda hoje com equipes da Prefeitura.

Enquanto isso, os passageiros da capital maranhense estão recorrendo a transportes alternativos, como vans e carros de “lotação”, para se deslocar pela cidade. Em alguns trajetos, o valor cobrado pode chegar a R$ 10. Não há projeção de quando o movimento grevista será interrompido.

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