O silêncio dos condescendentes

Uma turma barulhenta de redes sociais e de pouco serviço prestado aos maranhenses nos cargos públicos que ocuparam ou ainda ocupam resolveu silenciar diante das falas preconceituosas de Carlos Brandão (PSB), durante sabatina do portal Imirante. 

Os deputados federais Márcio Jerry (PCdoB), Zé Carlos (PT), Bira do Pindaré (PSB) e o ex-secretário de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), Chico Gonçalves (PT), que se utilizam fartamente das pautas raciais como palanque para alcançar seus objetivos de poder, nada disseram sobre o ataque do governador aos quilombolas, utilizando as frases “a gente tem que conviver com eles” e “são seres humanos iguais a gente” para se referir a estes povos tradicionais.

Enquanto os dois primeiros se espelham no ex-governador Flávio Dino (PSB) – que também se calou sobre Brandão – e reagem quase que instantaneamente a cada “tuitada” de Jair Bolsonaro (PL), o pessebista da região do Pindaré possui ligação maior ainda com a causa: Bira coordenou a Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Quilombolas da Câmara dos Deputados.

Já o ex-titular da SEDIHPOP tentará uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão por um coletivo denominado “Guarnicê”. Entre os cinco integrantes do grupo, que terá o CPF de Chico Gonçalves como representante legal, está Nice Aires, apresentada em material de divulgação como “Negra, quilombola, extrativista, quebradeira de coco, membro da Aconeruq e CNS”. 

Com tanta ligação ao tema, não destinar ao menos 280 carácteres para contestar algo tão grave denota condescendência com o que foi dito…

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