Braide centraliza governo e deixa três secretarias sem titulares

A escolha dos integrantes de uma equipe é um fator decisivo para o sucesso ou não de um trabalho. E a forma como o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lida com o preenchimento das secretarias municipais de sua administração nem de longe parece bem-sucedida.

Ao menos três importantes setores do governo estão sem comando definido, com os trabalhos sob condução provisória há meses. É o caso do Comitê Gestor de Limpeza Urbana (CGLU), responsável pelo importante serviço de zeladoria de ruas, avenidas, praças e outros pontos da cidade. 

Outra autarquia que permanece acéfala é a Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), que passou por recente escândalo de favorecimento de licitações. O último a responder pela pasta, de forma interina, foi Diego Rodrigues, que já está em seu terceiro posto na gestão de Braide. Antes, ocupou a Administração (Semad). Agora, está à frente de Trânsito e Transportes (SMTT).

Por fim, a Articulação Institucional de Braide em Brasília inexiste. O gestor jamais se prestou a designar alguém para a responsabilidade de buscar investimentos na capital federal, e a vaga sequer tem previsão de ser preenchida, embora o prefeito tenha nomeado recentemente uma série de comissionados para a pasta. 

Há, ainda, o fato de que dezenas de secretarias não contam com subsecretários, como a Comunicação (Secom), onde o jornalista Igor Almeida não teve sucessor. Ele foi elevado à titularidade após a saída de Joaquim Haickel.

Sem conseguir dar conta da própria gestão de pessoas, Braide se coloca pretensiosamente como um prefeito que “cuida das pessoas”. Os fatos costumam falar por si só.

Deixe uma resposta