Flávio Costa “Força-Total”?

A eleição para a vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional está no segundo turno, e é uma eleição de classe, em que o advogado escolhido irá integrar o Egrégio Tribunal de Justiça, trazendo a sensibilidade do colegiado de todos os advogados maranhenses. Flávio Costa é o candidato já escolhido para essa vaga, mas sua difícil missão de emplacar não se deve a suas qualidades individuais ou profissionais, mas sim na forma de buscar os votos dos advogados para figurar na lista duodécima.

Na primeira votação, que foi anulada, Flávio Costa ficou fora da lista dos seis primeiros, o que deixou perplexos seus apoiadores, que buscaram anular o pleito para tentar novamente. No entanto, os erros da primeira eleição não foram corrigidos, e Flávio Costa nunca se apresentou como candidato da classe, mas sim do Governador. Além disso, ele não conseguiu cumprir uma regra básica de campanha: fazer com que o eleitor o conheça. Não há uma campanha orgânica, e ele não desperta paixão nos eleitores ou advogados que o defendam, o que torna difícil sua eleição.

A equivocada condução da campanha provavelmente se repetirá nas eleições do segundo turno, e todos os outros concorrentes temem ver o nome de Flávio Costa na lista duodécima diante da grande carga de apoio vindo abertamente de figuras fortes do Palácio e entorno. É mais um erro de estratégia da campanha de Flávio Costa, que pode levar a uma derrota, como aconteceu com Jaime Santana na prefeitura de São Luís em 1985.

Se Flávio Costa passar na lista dos advogados, as outras fases serão fáceis, mas a pressão está grande, e não se sabe se está combinado com os 12 da primeira lista e com os rebeldes advogados com direito a voto.

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