As relações univitelinas entre Nicolau e o Palácio dos Leões

Agentes públicos, independente da esfera de poder que ocupem, precisam guardar certa distância entre si e em relação à sociedade, preservando não só a si mesmo como às prerrogativas que exercem. Este princípio nem de longe é seguido pelo procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau.

Nomeado por Flávio Dino no dia 24 de maio passado, em um dos últimos atos de Governo do atual pré-candidato ao Senado, o magistrado parece ter sido escolhido a dedo para estar na posição que ocupa. Não a de PGJ, mas de completa subserviência aos interesses palacianos – atualmente sob chefia oficial de Carlos Brandão.

Por vezes, Nicolau confunde o cargo que ora detém: PGJ, não PGE (procurador-geral do Estado). Agindo como advogado do Palácio dos Leões, como na interminável crise dos ferries, Eduardo não parece preocupado em exibir o quão ligado está aos que ocupam o executivo maranhense no momento.

Em publicações frequentes nas redes sociais, aparece ao lado do ex-governador Flávio Dino, do atual governador-tampão Carlos Brandão e de aliados ao núcleo duro do projeto de poder dino-brandonista. Um dos parlamentares palacianos chega inclusive a comentar publicações do chefe do MP com adjetivos como “bebê”, “muso”, “princeso” e “divo”.

Definitivamente, uma postura incompatível com a liturgia do cargo.

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