“Jabuti” de Iracema em Ribamar, Dudu Diniz usa cestas básicas e pix para atrair eleitores

Uma expressão popular clássica diz que “Jabuti não sobe em árvore”, sendo usada para indicar que algo ou alguém não consegue realizar uma determinada tarefa, ou alcançar um objetivo específico, sem a ajuda de outrem. A frase transmite a ideia de que algumas coisas simplesmente não são compatíveis, assim como um jabuti, que é um animal de casco pesado e movimentos lentos, subir em uma árvore naturalmente. Alguém o colocou ali.

A sentença é atribuída ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Ulysses Guimarães, sendo utilizada até hoje em diferentes contextos, e pode ilustrar muito bem um ato político realizado pelo chamado “G8” do município de São José de Ribamar, com apoio da presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (PSB), na tarde desta quinta-feira (28).

Segundo apurado pelo blog, o evento estava sendo preparado desde o mês de novembro, mas não conseguia despertar interesse da população ribamarense. Isso foi resolvido após a presidente da Alema doar algumas cestas básicas para atrair famílias carentes ao local, o Restaurante Sabor do Nordeste, além de promover o sorteio de prêmios, incluindo pix em valores variados. Tanto a distribuição de cestas quanto de dinheiro via pix, podem caracterizar “compra de votos”, crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral.

Ou seja, a estratégia, que tentava demonstrar a “força inexistente” do presidente da Câmara de São José de Ribamar, Dudu Diniz — o “Jabuti” de Iracema —, esbarrou em uma série de crimes eleitorais.

Por conta do ato, a presidente da Assembleia Legislativa e todos os integrantes do G8, a saber: o secretário adjunto de Estado de Articulação Política, Jota Pinto; o vice-prefeito do município, Júnior Lago (Avante); o advogado Edson Júnior; e o ex-prefeito de Ribamar, Eudes Sampaio, estão sujeitos a serem denunciados à Justiça Eleitoral por suposta violação da norma eleitoral, com penas que podem chegar a até sete anos de reclusão e pagamento de multas. Neste caso, a pena, no valor de R$ 5.330,50, está prevista no artigo 73, inciso IV, parágrafo 4º, da Lei das Eleições (Lei n. 9.504/97).

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