Sem emendas impositivas, deputados brandonistas temem fracasso eleitoral 

Aliados de Carlos Brandão na Assembleia Legislativa do Maranhão temem pelo não cumprimento dos acordos firmados pelo governador-tampão em troca de apoio. 

À véspera do início do período vedado pela Justiça Eleitoral, quando ficam proibidas contratações, exonerações, despesas com publicidade, celebração de convênios, obras, programas etc., parlamentares reclamam da falta de compromissos do Palácio dos Leões com a base aliada. E o prazo está para se esgotar: termina no dia 30 de junho. 

Entre prefeitos, vereadores e líderes partidários, a cobrança é a mesma. Alguns, cooptados a peso de ouro no apagar das luzes do governo de Flávio Dino, ameaçam romper com Brandão. O afastamento do governador para a realização de “uma pequena cirurgia” que “poderia ser adiada” só fez aumentar a crise. Há quem diga que o sumiço de Brandão e do presidente da Assembleia, Othelino Neto, ausentes do cenário político maranhense, teria relação com a dificuldade de ambos em honrar os compromissos assumidos. 

Na semana passada, em uma roda de conversa no Palácio Manuel Beckman, um deputado estadual – cuja esposa é secretária de governo – falava em não concorrer ao mandato de deputado federal pela falta de estrutura.

Segundo o parlamentar, que já concorreu à prefeitura de um grande município da Região Metropolitana de São Luís e é um dos queridinhos do ex-governador Flávio Dino, o único que viu a “cor do dinheiro” no governo Brandão foi o vereador-secretário de Cultura, Paulo Victor.

Enquanto deputados estaduais ficam a ver navios, sem perspectiva de reeleição, Paulo Victor é o dono da chave do cofre do estado, com R$ 25 milhões para gastar na realização do que o governo chama de “maior São João do Mundo”.

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