Biruta de aeroporto: Após Moro, Podemos se divide entre Santos Cruz, terceira via ou apoio a Bolsonaro

Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou. Os versos que embalavam a escolha entre três opções possíveis dos fregueses que estavam em dia com o Carnê de Mercadorias do Baú da Felicidade e participavam do programa “Tentação”, com Silvio Santos, no SBT, se encaixam perfeitamente na atual situação do Podemos a nível nacional.

Após a abrupta saída do ex-presidenciável Sergio Moro, no apagar das luzes da janela partidária, rumo ao União Brasil, o partido da família Abreu se encontra em situação de “biruta de aeroporto”: sem saber ao certo para onde apontar. Três opções estão à mesa: lançar Santos Cruz, ex-ministro e general da reserva, na disputa pelo Palácio do Planalto, apoiar o nome que emergirá da ensaiada coligação entre PSDB-MDB-UB ou seguir o projeto de reeleição do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Santos Cruz é opção posta, data hoje, para o Governo do Rio de Janeiro. No entanto, há movimentações da executiva nacional para que ele tente a Presidência da República. Bem-visto dentro da legenda, é aposta dentro do partido que ele conseguiria roubar parte do eleitorado de Bolsonaro, assim como dirigentes do partido imaginavam que ocorreria com Moro.

Falta a ele, porém, a popularidade de Moro, o que tem levado integrantes do partido a hesitarem no lançamento de seu nome e pode carregar a sigla para os braços, justamente, de Jair Bolsonaro (PL). Para isso se concretizar, no entanto, seria necessário vencer uma série de resistências, principalmente na bancada da legenda no Senado, que é crítica ao presidente.

Uma corrente do partido também defende encorpar a candidatura da chamada terceira via. Isso, contudo, ainda depende do nome que União Brasil, MDB e PSDB irão lançar na disputa. As três siglas prometeram anunciar um candidato único em maio. Cada uma delas, porém, quer impor seu próprio presidenciável.

Mas o destino impõe, ainda, um grande desafio ao Podemos: sobreviver à cláusula de desempenho, elegendo uma bancada suficiente de deputados federais. Com a saída de Moro, diversos pré-candidatos com potencial de voto também deixaram a sigla ou se abstiveram de ingressá-la, gerando a dúvida se o partido conseguirá se manter vivo após o pleito de outubro.

Com informações da Folha

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