Lanterna dos afogados

Diz o provérbio popular que “para quem está se afogando, jacaré é tronco”.

Ao olhar o registro do encontro de Eduardo Braide e Lahesio Bonfim, confesso ser difícil distinguir quem seria o réptil e quem estaria à deriva.

Reunidos no La Ravardière, em um programa de índio numa segunda-feira chuvosa em grande parte, horas antes do prefeito bater asas rumo a Brasília, estavam o “bolsonarista só quando convém” e o gestor municipal a quem nada convém.

Braide não teve habilidade política para impedir a tomada do partido ao qual era o único prefeito de capital, numa legenda de médio porte sem o comando de nenhum estado. A única liderança com mandato relevante no executivo saiu pela porta dos fundos.

Lahesio foi despido das frágeis vestes de probidade que vestia ao longo da campanha eleitoral. Descobriu-se que o médico de simplicidade cativante, na verdade, é um milionário fazendeiro envolto em problemas com a Justiça.

Nas voltas que a política dá, ambos agora se ladeiam. A troco de quê?

2024 é logo ali…

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