Eduardo Braide: o prefeito dos ricos

Um Robin Hood às avessas. É possível definir assim o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), sem medo de estar cometendo qualquer injustiça.

Enquanto a periferia da capital maranhense se ressente desde os serviços mais básicos de uma prefeitura, como os de zeladoria e transporte público, até aos mais avançados, como a infraestrutura viária, a área nobre não tem do que reclamar. Na Avenida dos Holandeses – que se trata de uma rodovia estadual, vale destacar – “só falta botar porcelanato”, como bem diz a população.

Ali mesmo já se pode ter uma mostra do tratamento diferenciado de Eduardo Braide a depender do poder aquisito do ludovicense em questão. Enquanto a avenida está “um tapete” para os carros que circulam no metro quadrado mais caro da Ilha, conta-se nos dedos os abrigos nas paradas de ônibus para os trabalhadores que se deslocam diariamente para atender ao abastado comércio da região.

Além de aguardar o coletivo sob sol e chuva, o transporte que atende à região é imprevisível: não se pode contar com horários fixos, menos ainda com a qualidade dos veículos, que podem quebrar a qualquer momento ao longo do percurso.

Se na imponente Holandeses a pista recebe novas camadas de asfalto quase que diariamente, na Rua Bom Jesus (Forquilha) uma imensa cratera está para impedir por completo o tráfego na via que liga os veículos vindos das estradas de Ribamar e da Maioba ao bairro da Cohab.

A limpeza urbana está sempre em dia em bairros como Calhau, Ponta d’Areia, Renascença e Cohama. Já na Cidade Operária, Coroadinho, Vila Embratel e Camboa, o lixo se acumula no canteiro central das principais vias e nas ruas internas, levando mau cheiro e doenças de todo tipo. O mato crescente desafia o ir e vir das pessoas e potencializa a insegurança. E o prefeito?

Esse se tranca em seu gabinete e, de lá, só sai na calada da noite, grava alguns stories em locais aleatórios e volta para casa. Diferentemente da imensa maioria da população, com conforto e segurança garantidos. Somente ele e os mais favorecidos de São Luís têm esse privilégio, que é realidade distante da massa trabalhadora da capital.

Deixe uma resposta