De tudo cabe no palanque heterogêneo de Flávio Dino

Após sete anos e três meses de um governo desastroso sob qualquer aspecto que se observe, Flávio Dino (PSB) – atualmente sem mandato – enfrentará o atual senador Roberto Rocha (PTB) em confronto direto pela única cadeira em disputa ao Senado Federal nas eleições de outubro próximo.

Para não apenas se sagrar vitorioso, mas com objetivos ególatras, como a sanha de fulminar adversários e moldar a resposta das urnas de acordo às suas conveniências, Dino não se furta de abarcar quem quer que seja – desde que este sirva ao seu projeto de poder.

A coligação que dará suporte aos intentos Dino-brandonistas neste ano conta com 10 partidos – logo ele, Dino, tão crítico a heterogeneidade nas chapas majoritárias (quando não orbitam em torno dele).

Entre os partidos, uma miscelânea que juntará a Flávio, no mesmo palanque, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e seu sobrinho, o deputado estadual Adriano Sarney (PV), siglas alinhadas ao presidente Jair Bolsonaro – PP e PATRIOTA -, a quem o ex-governador repele com tanta veemência, e o lavajatista Podemos, que chegou a lançar Sérgio Moro à Presidência da República.

Aos velhos companheiros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), restou sua segunda suplência na corrida à Câmara Alta. Caso sirva de consolo, a primeira foi ofertada à esposa do camarada Othelino Neto, a fim de trazê-lo pelo beiço de onde estava.

Melhor que o PT, que teve um ex-pefelista enxertado no partido com destino certo de ser vice do vice.

Enquanto legendas e personalidades políticas sem identificação alguma com o ideário progressista ganharam destaque no governo-tampão de Carlos Brandão (PSB) – preposto de Dino que buscará a reeleição com suas bençãos – e na coligação que dará suporte a atual e ex, restou o papel de acessório de cena a quem veste vermelho.

Um tanto vexaminoso, convenhamos. Tudo “para o bem do Maranhão”, dirão eles…

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